segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

VAMOS AOS FATOS



Na sexta-feira, do dia 22 de fevereiro de 2013, uma guarnição da Polícia Militar estava fazendo uma operação nas imediações da Rua Primeiro de Janeiro, quando o Ten. que comandava a ação viu o caminhão do Matadouro Público Municipal, despejando as vísceras dos animais abatidos no Matadouro Municipal, literalmente no meio da Rua, como é feito há mais de 60 anos. O Ten. então resolveu apreender os "fatos" e levar para a Delegacia de Polícia. 
O Policial Civil que estava de plantão não aceitou receber os "fatos" na Delegacia. 
A Polícia Militar, então, conseguiu a câmara frigorífica do supermercado Smart, da Rua Primeiro de Maio, para o acondicionamento dos "fatos". O Supermercado por sua vez não aceitou os "fatos", pois os mesmos não estavam tratados. A Polícia Militar por fim levou os "fatos" para ser incinerado no forno da Cerâmica São Cristóvão.
Enquanto isso, um fateiro começou a alardear, que o Boró teria denunciado para a Polícia Militar. 
Chegando ao nosso conhecimento dessa denúncia vazia, fomos até o Comando da Polícia Militar, onde fomos recebidos pelo Subcomandante Brito Júnior, ao qual solicitei que liberasse os fatos, pois, aqueles profissionais vivem do comércio deles, principalmente na sexta-feira, dia em que se abatem mais animais no Município. O PM. Brito Júnior nos informou que não havia denúncia nenhuma e que não poderia fazer mais nada, já que os seus subordinados já haviam dado conhecimento a Polícia Civil e que a Promotora de Justiça também já havia tomado conhecimento do ocorrido e, além disso, não tinha como desfazer uma ação dos seus Policiais.
Perguntei ao Subcomante porque o Caminhão do Matadouro Público Municipal estava no estacionamento da Polícia Militar apreendido. Ele me informou que havia outra coincidência e que o Caminhão fora apreendido por estar com os documentos de 1999, portanto irregular.
Gostaria de esclarecer que não fizemos nenhuma denúncia e que apenas estamos chamando atenção dos poderes públicos e da sociedade civil para que deem condições mínimas de higiene para aqueles fateiros a fim de poderem trabalhar em paz e com saúde.

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